Regras do Simples beneficiam advogados, arquitetos, terapeutas, médicos e odontólogos

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Além da elevação do teto de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, se o novo texto do Projeto de Lei Complementar – PLC 125/2015

for aprovado, advogados, arquitetos, terapeutas, médicos e odontólogos serão beneficiados com a tributação mais favorável para

os prestadores. O PLC 125/2015, que altera a Lei Complementar nº 123/2006 que dispõe sobre o Simples Nacional, prevê a

tributação dos advogados, arquitetos, terapeutas ocupacionais, médicos e odontólogos pelas alíquotas da tabela do Anexo III, que é

mais favorável para os prestadores.

Atualmente as sociedades de advogados, optantes pelo Simples Nacional, apuram o DAS de acordo com as alíquotas do Anexo IV.

Esta tabela não contempla a contribuição previdenciária patronal. Estas sociedades optantes pelo regime são obrigadas a recolher

fora do Simples 20% a título de contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento.

Se as alterações das regras do Simples Nacional forem aprovadas, as sociedades de advogados, bem como as demais citadas,

passarão a apurar o Simples através das alíquotas do Anexo III. Este anexo contempla recolhimento no Simples da contribuição

previdenciária patronal. De acordo com o projeto, quando a empresa optante pelo Simples Nacional ultrapassar o faturamento

anual de R$ 3,6 milhões, deverá pagar separadamente do DAS o ISS. Isto porque o novo teto de R$ 4,8 milhões não vai contemplar o

ISS e também o ICMS.

Confira a seguir os efeitos na carga tributária do Simples Nacional, para as sociedades de advogados, considerando a mudança de

tabela de cálculo do DAS, do Anexo IV para o Anexo III, conforme prevê o PLC 125/2015.

A ilustração a seguir demonstra os efeitos da tributação do Simples do Anexo VI para o Anexo III, alteração que contempla as

atividades de arquitetos, terapeutas ocupacionais, médicos e odontólogos.

De acordo com o PLC 125/2015, estas atividades terão uma redução significativa na carga tributária. A alíquota do Simples para a 1ª

faixa será reduzida de 16,93% para 6%. O que representa redução de 64,56% na carga tributária para receita bruta anual de R$ 180

mil.

Fonte: Jornal Contábil (13/06/2016)

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